Lições de vida para os trintões

1fev - by Filipe - 0 - In Psicologia

Aquele que vê o mundo aos 50 anos da mesma forma que o via aos 20 desperdiçou 30 anos de sua vida. (Muhammad Ali)

Recentemente fiz 34 anos. Não sou muito de comemorar aniversários e esse ano não foi diferente. Costumo usar esse período para refletir sobre a vida. De onde vim? Para onde vou? O que conquistei? O que quero conquistar?

Ao que me parece sobram perguntas, não é mesmo? Mas sobra também vontade de aprender. Acho que esse período serve para se autoconhecer. Portanto não vamos desperdiçar essa década reclamando da vida, vamos por a mão na massa e ser o que a gente quiser, ainda dá tempo!

10 Lições para os trintões

1. Devemos amar. Você conhece o ditado, “É melhor ter amado e ter perdido, do que nunca ter perdido nada (Samuel Butler)”? Sim, devemos amar, mesmo que nosso coração se parta numa desilusão, sem amor nossas vidas passarão num piscar de olhos.

2. O amor não é suficiente. Embora devemos amar, o amor não é o suficiente para sobreviver: temos de tomar atitudes para mostrar aos outros que nós nos importamos, para mostrar-lhes que nós amamos. Sim, o amor é um verbo.

3. Felicidade não está a venda. Não se pode comprar felicidade, mesmo assim lotamos corredores de shoppings e lojas virtuais em busca de algo mais, de algo para preencher o vazio. Coisas não nos farão felizes, pelo  menos não a longo prazo.

4. Sucesso é relativo. Eu costumava pensar que quando passasse em um concurso público que me pagasse ao menos 10 mil reais eu finalmente me sentiria bem sucedido, ainda mais tendo amigos e família. Hoje tenho tudo isso e com certeza não me sinto bem sucedido. Em vez disso, me sinto frustrado.

5. Mudar deve ser uma obrigação. Durante muito tempo, eu sabia que queria mudar: infeliz, insatisfeito, preso na “vida real”. O problema é que eu só sei disso intelectualmente, mas não emocionalmente, eu tenho medo de mudar. A decisão não é uma decisão real até que vire uma obrigação, até sentir que sou obrigado a tomar atitude, entende? Para estar pronto para mudança é preciso agir, ideias serão só ideias enquanto não tivermos uma postura mais executiva.

6. O sentido da vida. Doar é viver. A melhor maneira de viver uma vida que vale a pena é simples: crescer continuamente como um indivíduo e contribuir para outras pessoas de uma forma significativa. Crescimento e contribuição: esse é o sentido da vida.

7. A dor pode ser útil, mas o sofrimento não. Dor nos permite saber que algo está errado: ela indica que devemos mudar o que estamos fazendo. O sofrimento, porém, é uma escolha, e podemos optar por parar de sofrer, para aprender uma lição com a dor e seguir em frente com nossas vidas.

8. Não somos o centro do universo. É difícil pensar sobre o mundo de uma perspectiva diferente do nosso. Estamos sempre preocupados com o que está acontecendo em nossas vidas. O que EU tenho que fazer hoje? E se EU perder o MEU emprego? Por que EU estou acima do peso? Por que EU não estou feliz? Somos totalmente ciente de tudo ligado a nossas vidas, mas somos apenas um ingrediente de uma receita muito maior.

9. Seu trabalho não é a sua missão. Pelo menos não é mais assim que me sinto embora até pouco tempo atrás achava que fosse. Meu atual trabalho faz com que eu sofra em outras áreas da minha vida. Não tenho medo de trabalhar duro, desde que esse trabalho não fique no caminho de áreas mais importantes pra mim como minha saúde mental e física, relacionamentos, paixões.

10. Encontrar a sua paixão é fundamental. Paixão não é pré-existente, o que significa que você pode cultivar uma paixão desde que você encontre algo que se alinhe com os seus princípios e desejos.

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