Renda passiva com o Tesouro Direto

12fev - by Filipe - 0 - In Dinheiro

Não deixe de comprar algo que seja atraente hoje porque acha que encontrará algo muito mais atraente amanhã. (Warren Buffett)

A primeira pergunta que eu me fiz ao escrever esse artigo foi: vale a pena investir no Tesouro Direto nesses tempos de alta de juros e instabilidade econômica?

O investimento no Tesouro Direto está atrelado à taxa básica de juros (Selic). Logo se há uma elevação dos juros, a rentabilidade do Tesouro Direto deve acompanhar essa alta.

“O governo vai precisar emitir esses títulos a juros maiores para continuar se financiando”, diz Francisco Carlos, economista da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

Vantagens

O Tesouro Direto é aquele tipo de investimento que você vai colocando seu dinheiro e esquece. Quanto maior o prazo até o saque, menos taxas serão pagas. A rentabilidade é uma das maiores e o risco é baixo, sendo bem melhor que a poupança e outros fundos de baixo risco. A rentabilidade é decente mesmo investindo pouco, o mínimo para investir no Tesouro é 30 R$ por mês, isto é 10% do valor do título.

Desvantagens

Se você precisa do dinheiro a curto prazo não se dê ao trabalho de investir no Tesouro Direto, nesse caso é melhor a caderneta de poupança, pois não há cobrança de imposto de renda na hora que você quiser sacar o dinheiro. É sabido que, nesse momento, a poupança é um investimento com baixíssima rentabilidade porque a inflação não para de subir, com isso o não há ganho real.

Se você busca altos retornos também não vale a pena investir no Tesouro. Nesse caso ações são são mais recomendadas, porém o risco é bem maior, é necessário muito mais conhecimento e o acompanhamento deve ser diário.

Títulos públicos

Títulos emitidos pelo governo federal que tem como objetivo juntar dinheiro para pagar e financiar suas atividades, como educação, saúde e infraestrutura.

Quando você compra um título público você está literalmente emprestando seu dinheiro ao governo. O órgão que controla tudo isso é a Secretaria do Tesouro Nacional.

Tipos de títulos

Existem dois tipos de títulos.

Préfixado: Você sabe exatamente a rentabilidade que irá receber se mantiver o título até a data de vencimento.

Pós-fixado: neste caso, os títulos têm seu valor corrigido por um indexador: taxa básica de juros (Selic) ou inflação (IPCA). Assim, a rentabilidade da aplicação é composta por uma taxa predefinida no momento da compra do título mais a variação de um indexador.

Para entender mais sobre os tipos de título clique AQUI.

Riscos

Risco de crédito: tomar um calote do governo, porém o impacto disso seria devastador para todos e ninguém quer isso. O risco é considerado extremamente baixo por especialistas.

Risco de Mercado: o valor dos títulos oscila diariamente. Por isso é muito importante que você compre títulos de acordo com a sua necessidade. Existem títulos sugeridos para curto prazo e para longo prazo. Se você compra um título de prazo maior, terá um risco de perder dinheiro se precisar do dinheiro antes da data de vencimento.

No entanto, o contrário também pode ocorrer, uma vez que você pode ter um grande ganho.

Na dúvida não especule neste mercado! Antes de investir seu dinheiro faça uma simulação AQUI e veja quanto você pode ganhar em determinado período de tempo.

É fundamental planejar o seu investimento. Descobrir o título ideal para você. A Secretaria do Tesouro nacional ajuda nisso através de uma Orientação Financeira.

Passo a passo para investir no Tesouro Direto

1. Primeiramente, você precisa ter CPF e conta corrente em uma instituição financeira.

2. A partir daí, você deverá escolher uma instituição financeira, que pode ser um banco ou uma corretora, também chamada de agente de custódia, para intermediar suas transações com o Tesouro Direto. No botão apresentado no final desta página, você encontra a lista de todas as instituições habilitadas a operar com títulos públicos federais. Também são apresentadas as taxas de administração cobradas por elas.

3. Entre em contato com a instituição financeira escolhida e solicite seu cadastramento. Você deverá fornecer a documentação necessária para que essa instituição abra uma conta em seu nome para operar com o Tesouro Direto.

4. A partir disso, você receberá uma senha provisória da BM&FBovespa para o primeiro acesso à área restrita do Tesouro Direto, em que são realizadas as operações de compra e venda, assim como consultas a saldos e extratos.

5. Troque a senha provisória por uma nova que deverá conter entre 8 e 16 dígitos, composta por letras, números e caracteres especiais. Pronto! Você já será investidor habilitado e poderá começar a investir.

Bônus!

Esta aula foi gravada com Rafael Seabra, autor de Como Investir Dinheiro e apesar de ter sido realizada anteriormente às mudanças do Tesouro Direto anunciadas em 10 de março de 2015, os princípios gerais do raciocínio continuam válidos (note, porém, que houve melhorias quando à maior facilidade na nomenclatura e também na liquidez dos títulos que agora é diária e não apenas somente às quartas-feiras).

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