Deserto do Atacama: outro planeta

26abr - by Filipe - 2 - In Nomadismo digital Viagem

O que vale na vida não é o ponto de partida e sim a caminhada. Caminhando e semeando, no fim terás o que colher. (Cora Coralina)

Pegamos um avião em Santiago e fomos para o aeroporto de Calama, um vôo de cerca de duas horas. Chegando em Calama, fomos atrás de um transporte para nos levar a uma vila chamada San Pedro de Atacama que ficou sendo nossa base para os passeios que iríamos fazer. Acabamos pegando uma van e após uma hora de viagem na estrada, com bom asfalto, chegamos em San Pedro.

Estrada para Calama
Estrada de Calama para San Pedro de Atacama

Ficamos em uma pousada chamada Rincon de Quitor, que fica afastada do centro da vila, mas nada muito distante, uns 3km. O visual que tínhamos da pousada já era incrível, mas o melhor ainda estava por vir.

Deixamos a mala na pousada e o Leo, dono da pousada, nos levou para cidade para almoçarmos. Comemos um prato a base de batatas e frango, e uma cervejinha Escudo para matar um pouco o calor do deserto.

Leo foi muito simpático, conversamos sobre vários assuntos como turismo, política, trabalho, etc. Nos emprestou algumas montain bikes (sem custo adicional) para pedalarmos pela cidade e nos locomover até o centro e lugares turísticos. Perto do final de nossa estadia ele ainda nos fez um belo churrasco noturno regado a vinho.

Obrigado Leo!

Deserto do Atacama – Dia 1

Sem tempo para descansar fomos visitar o Vale de la Luna às 16h. Esse Vale é famoso por sua formação semelhante a superfície lunar, devido a diferentes estratificações e afloramentos salinos ocasionados por agentes naturais.

Vale de la Luna
Crista de um morro no Vale de la Luna

Do Oeste (entrada do sol) a leste (saída do sol), se reconhece um relevo chamado Cordillera de Domeyko, cuja maior altitude é a do cerro Quimal com 4.278m; seguindo a cordilheira há um setor mais baixo, conhecido como depressão preandina, na qual se localiza o grande Salar do Atacama (2.300m); finalmente surge a grande cordilheira dos Andes, constituída por um grande planalto, conhecido como Altiplano e uma cadeia de vulcões como: Licanbur, Aguas Calientes, Lascar e Acamarachi, os quais dividem este relevo e ordenam o sistema de rios e vales existentes.

Vale de la luna 2
Paisagem lunar do Vale de la Luna

Preço: 15 mil pesos chilenos, cerca de 90 reais por pessoa. Esses valores mudam de acordo com a temporada.

Deserto do Atacama – Dia 2

Fomos visitar as lagunas Miscanti e Miñiques. Localizadas a 110km ao sul de San Pedro de Atacama e a 28km a sudeste do povoado de Socaire. As lagunas fazem parte da reserva nacional dos flamingos que é administrada pela comunidade atacamenha de Socaire.

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Lagunas Miscanti e Miñiques

Acordamos bem cedo, e as 7:30h já estávamos na estrada. É importante levar um bom casaco, pois no deserto é bem frio de manhã e a noite. Cerca de 1:30h de viagem pelas estradas cercada de cordilheiras e salares – lagoas com água com alta concentração de sal – céu absurdamente azul e nenhuma nuvem, muito bonito.

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Lagunas Miscanti e Miñiques

Ao chegar nas lagunas a sensação é que estamos em uma espécie de paraíso, lagoas entre montanhas e vulcões e um silêncio avassalador, uma paisagem muito peculiar. Tomamos café da manhã olhando para essa paisagem e depois caminhamos um pouco no parque.

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Lagunas Miscanti e Miñiques e mais a frente um vulcão

Depois entramos na van novamente e fomos visitar a Laguna de Chaxa, também parte da reserva nacional dos flamingos. Um grande planalto, branco, com alguns salares onde flamingos se alimentam por cerca de 14 horas por dia para continuar sua migração para o sul.

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Flamingos se alimentando na Laguna de Chaxa
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Flamingos acostumados com a presença humana
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Flamingo se alimentando

Preço: 25 mil pesos chilenos, cera de 190 reais por pessoa. Esses valores mudam de acordo com a temporada.

Deserto do Atacama – Dia 3

Acordamos bem cedo, novamente muito frio, tomamos um café da manhã na pousada e por volta de 7:30h a van nos buscou e fomos em direção ao Salar de Tara. No caminho passamos de van mesmo por uma cratera de vulcão inativo cujo formato não é um cone, algo raro de se ver. O Salar de Tara fica no meio do nada, uma espécie de oásis no meio do deserto, com vegetação e alguns animais como alpacas e pequenos roedores vivendo lá. Uma imagem belíssima que vai ficar gravada na minha mente para o resto da vida. De um lado formações rochosas denominadas catedrais, de outro uma lagoa cercada de montanhas com flamingos se alimentando.

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O Buscante no Salar de Tara
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Salar de Tara: vegetação
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Salar de Tara

O passeio incluiu café da manhã e almoço, dura praticamente o dia todo, voltamos para San Pedro de Atacama por volta de 16h.

Catedrais
Catedrais ao fundo a caminho do Salar de Tara

Preço: 45 mil pesos chilenos, cerca de 270 reais por pessoa. Esses valores mudam de acordo com a temporada.

Deserto do Atacama – Dia 4

No último dia no deserto resolvemos descansar e acordar um pouco mais tarde. Tomamos café na pousada do amigo Leo (Rincón de Quitor) olhando para um vulcão que fica relativamente próximo e depois pegamos as bikes e fomos rodar pela cidade.

San Pedro de Atacama tem uma feira com vários produtos artesanais e um centro com pousadas, bares e restaurantes, farmácias e agências de turismo.

Como estávamos com o dia livre aproveitamos para fazer um passeio noturno para ver o céu. No deserto longe das luzes das grandes cidades e sem nuvem alguma, o céu fica muito nítido e conseguimos ver várias estrelas e alguns planetas.

Contratamos um passeio com um astrônomo local. O passeio começava às 23h e ia até a 1h da manhã. Pegamos uma van no centro da cidade e fomos a uma casa próxima, mas longe o suficiente das luzes da cidade.

Chegando lá o astrônomo passou alguns vídeos e depois fomos ver o céu através de dois telescópios diferentes. Vimos Júpiter, Mercúrio, Saturno, Lua e várias constelações, tudo seguido por uma explicação do astrônomo, que não tinha muita didática e não parava de falar um segundo sequer, era tanta informação que acabei ficando confuso. Parei de prestar atenção nas explicações e fiquei apenas curtindo ver os astros nos telescópios.

Preço: 20 mil pesos chilenos, cerca de 120 reais. Esses valores mudam de acordo com a temporada.

A viagem pro deserto do Atacama foi inesquecível! Quem curte aventura é praticamente um passeio obrigatório. Caso tenham mais interesse entrem em contato pelo email: obuscante@gmail.com que eu posso dar mais algumas informações como estadia, preços, fotos, como se locomover, onde comer, enfim, tudo que é necessário para tornar essa viagem inesquecível para você também.

Abraços!

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