Montando uma loja virtual

Seja fanático pela qualidade. A maioria das pessoas não está acostumada a um ambiente onde a excelência é uma regra. (Steve Jobs)

Visando levar um dos meus projetos ao próximo nível. Decidi montar uma loja virtual para vender produtos para a audiência do meu site, o Portal do Bibliotecário. Além de já estar pensando nos produtos que pretendo fazer para vender, desenvolve-los e testá-los é preciso também escolher uma plataforma de e-commerce segura e confiável.

É importante saber de alguns detalhes antes de implementar uma loja virtual

Através da loja virtual o cliente terá acesso a seus produtos e serviços, informações da loja como endereço, telefone, CNPJ, etc. Através da plataforma também deve ser possível acessar informações relacionadas a logística, dados de visitas, vendas realizadas, ou seja: todas as informações relacionadas a parte administrativa. Portanto, uma plataforma é muito mais que apenas um layout.

Front End e Back End

Front End: é parte que o consumidor enxerga, aquela que ele navega, compara e realiza a compra. A parte da frente de uma página.

Back End: A parte de trás do site, aquela que o cliente não vê, mas que é tão ou mais importante, afinal é onde se gerencia o e-commerce.

Tipos de plataforma

Gratuitas: não será preciso uma equipe técnica que consiga tirar o melhor proveito delas; entretanto, é importante ter cuidado para não prejudicar a segurança da empresa, principalmente com a utilização de plug-ins de terceiros. Um dos problemas destas plataformas é que elas podem ter pior performance, em conversão e velocidade.

De código aberto (ou open-source): é desenvolvida por vários colaboradores diferentes. Uma plataforma de código aberto pode ser considerada ‘universal’, não sendo feita para atender a apenas um determinado formato de e-commerce. Por esse motivo, podem necessitar de upgrades/alteração, sendo necessário investimento numa equipe técnica. A manutenção ou a alteração do código também irá gerar novos custos. Se você quer ter muitos recursos disponíveis e personalizar apenas o que é essencial, as plataformas open-source são uma boa pedida.

Pagas: pode fornecer dois tipos diferentes de plataformas: personalizada ou alugada.

Personalizada: trata-se da plataforma que permite que as atualizações e ajustes da plataforma sejam realizadas de acordo com suas necessidades. Ou seja, moldada ao seu e-commerce. Mas isso implica em um investimento maior, afinal, a plataforma será ajustada de acordo com suas necessidades.

Alugada: o investimento será menor, mas você não poderá mexer em tudo. Vale a pena escolher esse modelo, se você não quer se preocupar muito com layout. Por ser menos customizada, todas as atualizações são feitas automaticamente e sua implementação é rápida. É importante ficar atento à precificação dessas plataformas, pois podem estar atreladas ao número de pageviews e/ou receita, representando um custo significativo no futuro do seu e-commerce.

Na minha busca por plataformas de lojas virtuais destacaram-se as seguintes:

O Magento é o maior CMS (sistema de gerenciamento de conteúdo) para e-commerce do mundo – e tem uma versão, bem robusta, completamente grátis, open source. O grande diferencial do Magento é a sua flexibilidade e controle sem precedentes – absolutamente tudo é configurável – isso porque a grande premissa do Magento é a ideia que cada e-commerce tem de ser único.

O OpenCart também é uma plataforma de e-commerce bastante popular. Na verdade, ele é um pouco mais simples que o comum: ele foi concebido para ser ‘apenas’ um carrinho de compras. Ele também tem uma grande comunidade e é ideal para quem quer criar o seu próprio e-commerce com um custo menor (mas contando com uma plataforma robusta). OpenCart tem vários recursos interessantes: é fácil de usar, SEO-Friendly e tem uma interface relativamente simples.

O PrestaShop se destaca por oferecer alguns recursos de ‘marketing’ que ajudam a engajar mais os cliente e aumentar as vendas on-line. Sendo um pouco mais claro, ele oferece estes recursos de forma mais fácil do que as outras plataformas que são completamente abertas. No geral, é uma plataforma de e-commerce confiável que está entre as principais do mercado.

O Zen Cart é uma Plataforma de e-commerce menos potente que as demais, mas muito fácil de usar, intuitiva e amigável ao usuário – aí que está o seu sucesso. O grupo que desenvolve o Zen Cart tem como filosofia pensar como seu público. Eles se colocam no lugar dos lojistas, consultores, designers e programadores e acreditam que, nesta posição, podem criar um design com maior utilidade e valor para o usuário.

Para quem tem sites WordPress, uma boa pedida é o plugin de e-commerce (WooCommerce). Para quem quer criar uma loja virtual com recursos muito similares aos principais concorrentes do mercado, WooCommerce tem grande capacidade de personalização, interface fácil de usar e todas as possibilidades de funcionalidades e plugins que o WordPress oferece – blog, rede social própria, fórum de discussão, entre outros. O WooCommerce tem fácil acesso a estatísticas, categorizações de produtos e uma série de plugins para aumentar ainda mais suas funcionalidades.

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